Dalla pista alla strada: qual è la differenza tra un olio da competizione e un olio commerciale?

Diferencia entre aceite de competicion y comercial

Um lubrificante de corridas funciona para o seu carro ou moto? A questão é lógica: se um lubrificante ganha em MotoGP ou sobrevive ao Dakar, não deveria ser "o melhor" para tudo? A realidade é que a competição e o uso diário exigem coisas diferentes.

Neste artigo, iremos explicar a diferença entre um lubrificante de competição e um lubrificante comercial, bem como abordar as aprendizagens que são transportadas das corridas para os produtos que usamos diariamente.

Diferença entre lubrificante de competição e comercial

A diferença fundamental está no uso que cada produto terá. Em competição, o lubrificante torna-se uma ferramenta tática. É formulado para um motor específico, uma temperatura prevista e um estilo de pilotagem concreto.

Por outro lado, o objetivo muda nas ruas, pois o produto tem de coexistir com a realidade do dia-a-dia. Ou seja, tem de enfrentar climas variáveis, arranques a frio e servir para viagens urbanas ou em autoestrada. Com a preocupação de manter o motor sempre limpo e protegido ao longo de milhares de quilómetros.

Lubrificante de competição: concebido para vencer hoje

Em geral, a base dos lubrificantes de competição é 100% sintética, sendo muitas vezes monograduado. Dá-se prioridade a um comportamento muito previsível, num intervalo de temperatura e carga determinados.

Os intervalos de drenagem são muito curtos (uma corrida pode ter cerca de 350 km) e o pacote de aditivos é geralmente reduzido (aproximadamente 2-5%), com baixa detergência e dispersância, excelente proteção contra o desgaste e alta eficiência devido ao atrito reduzido.

Além disso, não requer altos níveis de detergentes ou antioxidantes, uma vez que o ciclo de uso é limitado e totalmente monitorizado pela equipa. Como é natural, em muitos casos têm de cumprir as especificações técnicas de cada competição.

Como são os lubrificantes para MotoGP, Dakar e trial

Mas nem todas as corridas são iguais. E os lubrificantes também não. A competição é um conjunto de universos técnicos que levam a química a funcionar em condições muito específicas. É por isso que cada lubrificante é formulado sob medida.

Um bom exemplo é MotoGP, competição em que a Repsol Lubricants é fornecedor exclusivo de lubrificantes nas categorias Moto2 e Moto3. Nesta disciplina, os motores giram em rotações muito altas e com mudanças instantâneas de carga. A prioridade é minimizar as perdas por atrito com uma película de lubrificação muito fina, estável e consistente, mesmo quando o cárter excede os 150 °C. Aqui, cada milésimo conta: se essa película falhar, o desempenho perde-se.

No Dakar, o desafio muda completamente. Durante semanas, enfrenta-se poeira, sujidade, impactos e temperaturas variáveis. O lubrificante precisa de uma película mais espessa, com foco na fiabilidade e na durabilidade, protegendo em particular os rolamentos e permanecendo estável face à contaminação externa.

Um caso diferente são as competições de trial, onde a entrega de potência e a resposta da embraiagem definem o resultado. O lubrificante deve preservar um atrito controlado no sistema de embraiagem, garantindo uma resposta precisa do motor em baixas velocidades e com binários elevados. É um equilíbrio fino entre a aderência da embraiagem e a proteção do conjunto.

Em resumo, cada desporto automóvel segue o seu próprio caminho. O essencial é a capacidade de ajustar a química ao objetivo. Esse conhecimento, validado na competição, é depois transportado para os produtos comerciais, tornando-os mais sólidos e versáteis.

Lubrificante comercial: concebido para durar e proteger

O lubrificante comercial pode ser sintético ou não, mas é tipicamente multigraduado. Procura-se que a viscosidade do lubrificante permaneça estável em temperaturas baixas e altas, mesmo com o uso prolongado na cidade. Ou seja, enfrenta arranques diários, trânsito, paragens frequentes, presença de poeira e variações na qualidade do combustível.

Além disso, os intervalos de drenagem são longos, o que leva o pacote de aditivos a ser maior (entre 5% e 20%, embora em camiões possa chegar a 30%), destacando-se a alta detergência e dispersância para controlar depósitos e lamas, a proteção sustentada contra o desgaste e a poupança de combustível moderada, mas estável ao longo do tempo.

E sempre em conformidade com as regulamentações internacionais, como ACEA ou API, bem como as especificações dos fabricantes (OEM), que garantem a compatibilidade com cada modelo.

O que se leva das pistas para o seu veículo

A transferência de conhecimento é a ponte entre os lubrificantes de competição e os lubrificantes que utiliza no seu veículo. Durante a competição, recolhem-se informações e aprendizagens valiosas para criar películas mais estáveis, reduzir o atrito sem comprometer a proteção ou selecionar bases e polímeros mais resistentes às temperaturas e cargas.

Muitas destas aprendizagens acabam por ser integradas nos lubrificantes comerciais, para que o seu motor arranque suavemente, consuma menos e fique protegido durante mais quilómetros.