John Roskott (Valtec): "Queremos duplicar o negócio nos próximos 5 anos"

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07 abril 2026

A Europa Central e de Leste é uma região diversificada, competitiva e em plena evolução no setor dos lubrificantes. Após a recente criação da joint venture entre a Repsol Lubricants e a Valtec, o próximo passo é responder às mudanças do mercado e às novas exigências dos distribuidores, oficinas e clientes.

Para John Roskott, CEO da Valtec, a resposta está em três fatores muito específicos: agilidade, atendimento e logística à altura. "Trata-se de combinar a força de uma corporação global de energia com o espírito empreendedor de uma empresa local de tamanho médio", resume Roskott, assegurando que os clientes "irão notar uma melhoria no nível de serviço". Além disso, haverá um maior impulso comercial e de marketing para distribuidores e clientes da região.

Nesta entrevista, o CEO da Valtec analisa as diferenças entre os países, as tendências que já marcam o negócio e as prioridades de uma nova etapa em que o objetivo não é apenas crescer, mas fazê-lo de forma mais eficiente e mais próxima do cliente.

Como o mercado de lubrificantes está a evoluir na Europa Central e de Leste

Após mais de 15 anos de trabalho com a Repsol Lubricants, Roskott conhece bem um mercado que se caracteriza pela enorme diversidade, com grandes diferenças na dimensão dos mercados, nos níveis de rendimento e na estrutura de distribuição. Esta realidade nota-se no parque automóvel, mas também nos hábitos de manutenção.

Ainda assim, há um rumo partilhado. "Em geral, os mercados estão a adotar as normas de emissões Euro e os lubrificantes premium correspondentes", explica o CEO da Valtec. Por outro lado, a eletrificação está a progredir a um ritmo diferente. "A tendência dos veículos elétricos avança lentamente e, hoje em dia, ainda não é um fator importante na região", afirma.

Este contexto requer uma combinação de conhecimento local e capacidade de adaptação. É e isso que Roskott afirma ser um dos principais pontos fortes da Valtec: "Fazemos a diferença com a nossa equipa local e a nossa rede de distribuição". Com presença em 17 países, a empresa construiu uma rede comercial que agora soma o apoio da Repsol em termos de marca, tecnologia e I&D. "É uma combinação que ninguém mais na região consegue oferece".

O que torna a logística tão decisiva na distribuição de lubrificantes

Roskott sublinha a logística como um dos aspetos cruciais dessa aliança, pois é um dos fatores que mais pesam na rendibilidade e na confiança do cliente. "A diferença entre um trimestre lucrativo e um trimestre com perdas geralmente depende de conseguir entregar o produto ao cliente atempadamente", sublinha.

Por este motivo, a Valtec fortaleceu a sua capacidade de armazenamento, gestão de stocks e fiabilidade de entrega nestes últimos anos. Nesse sentido, Roskott recorda que "promessas comerciais não significam nada se a cadeia de fornecimento falhar".

Esta visão explica algumas das medidas previstas para esta nova etapa: a mudança para um novo armazém na Roménia para expandir a capacidade, a avaliação de novos pontos de armazenamento noutros mercados e a integração com os sistemas de planeamento da Repsol. Também estamos a estudar a possibilidade de fabricar certos produtos mais próximos do mercado, sempre que isso nos permita ganhar competitividade.

Crescer sem perder a agilidade

O objetivo de crescimento também está definido. "Queremos duplicar o negócio nos próximos cinco anos", afirma Roskott. Esse crescimento irá incluir o fortalecimento da rede atual, a melhoria das condições comerciais, a expansão da carteira de produtos e a continuidade do crescimento em segmentos como os lubrificantes premium, as peças de reposição e os canais industriais.

Mas o CEO da Valtec introduz um detalhe importante: crescer não pode significar perder velocidade. "Não devemos cair na armadilha de nos tornarmos menos eficientes, mais lentos ou acrescentar burocracia desnecessária", porque, num mercado exigente, a prioridade continua a ser responder rapidamente, cumprir e manter a flexibilidade.

Esta abordagem decorre, em parte, da experiência acumulada ao longo dos últimos anos. "Aprendemos que os clientes são muito exigentes e não perdoam quando não vamos ao encontro das suas expectativas", reconhece.

Uma parceria baseada na confiança

Para além do mercado, da logística e do crescimento, Roskott destaca um elemento que considera decisivo na relação com a Repsol: as pessoas. "Trabalhamos com a Repsol há mais de 15 anos e foi sempre um prazer trabalhar com pessoas de confiança, fiáveis e leais". Para ele, esta forma de trabalhar tem sido fundamental para a construção de um relacionamento forte. "Este nível de confiança criou uma verdadeira aliança", reitera.

Alicerçada nesta base, a Valtec enfrenta esta nova etapa com ambição, mas também com uma ideia muito concreta daquilo que deve trazer para o mercado: mais serviço, mais eficiência e maior capacidade de resposta. Porque, numa região tão diversificada como a Europa Central e de Leste, o futuro dos lubrificantes não é apenas o produto em si. Também é importante a agilidade, a proximidade e o cumprimento diário daquilo que foi prometido.